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Consultor da OIT defende políticas públicas para trabalhadores migrantes

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A necessidade de implantar políticas públicas inclusivas para os migrantes foi destaque no pronunciamento de Pierre Martinot-Lagarde, Conselheiro Especial para Assuntos Sócio-religiosos no Escritório de Relações Exteriores da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Pierre defendeu que os governos estabeleçam políticas oferecendo  benefícios e não discriminação aos trabalhadores já que ações xenofóicas só causam mais instabilidade social. “Os governos devem também manter políticas de retorno, com possibildiade de emprego para quem regressa e as organizações devem dissuadir a população a abandonar ações antimigratórias, afirmou, acrescentando que em tempos crise é preciso proteger mais os migrantes, para poder respeitá-los.

O Conselheiro da OIT alertou para a necessidade de fiscalizar melhor o cumprimento dos direitos trabalhistas dos migrantes, ressaltando que seis milhões de pessoas permanecem desempregadas por causa da crise internacional.

Ponderou ainda que não é possível restaurar a esperança em nossa sociedade se não existem empregos e, assim, os governos precisam oferecer uma base de proteção social, para tirar a população da pobreza, restituindo o direito dos trabalhadores e recuperando a dignidade social.
Sobre os migrantes no contexto da crise, o consultor da OIT ressaltou que os trabalhadores migrantes são especialmente vulneráveis, porque não contam com os mesmos direitos e proteção dos trabalhadores do país receptor. 

Entretanto, de acordo com o Consultor da OIT o impacto da crise não é o mesmo em todos os países e setores da economia. “Nos EUA e Espanha os trabalhadores na construção civil foram muito afetados, enquanto que serviços e educação cresceram. Ao mesmo tempo, o fluxo mexicano nos EUA reduziu perto de 50 por cento. 

Pierre Martinot-Lagarde participou do painel: Ações Internacionais no Âmbito da Violência e da Migração Internacional: as Migrações como Consequência e Fator de Conflitos na História Recente das Democracias.

A temática foi apresentada em 2 de setembro, durante o II Fórum Internacional de Migração e Paz, promovido pela Rede Internacional Scalabriniana de Migração (SIMN) e Prefeitura de Bogotá.
   
Roseli Lara- MTB0088-MS
Scalabrini Internacional Migracion Netwok


Sobre o SIMN (Organizador do Fórum)
O SCALABRINI INTERNATIONAL MIGRATION NETWORK (SIMN) reúne  270 Organizações establecidas em mais de 30 países nos cinco continentes, onde trabalham 700 sacerdotes e religiosos scalabrinianos junto com centenas de  voluntários. Sua missão é salvaguardar a dignidade e os direitos dos migrantes,  refugiados, marinheiros e itinerantes e toda pessoa em mobilidade. O Fórum Internacional sobre Migração e Paz é um instrumento do SIMN no processo de construção de uma  convivência pacífica entre as comunidades de migrantes e das comunidades de acolhida.  Sua presença em diferentes partes do mundo permite que o SIMN se organize em conjunto com membros do SIMN do país e as instituições locais de apoio. 

Esta nota à imprensa foi elaborada pelo Centro Scalabriniano de Comunicação.

Para mais informações sobre o SIMN, visitar www.simn-cs.net

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